15 de setembro – Maria, Mãe do Sacerdote

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A devoção a Maria Mãe do Sacerdote

Paralela à devoção ao Coração de Jesus Sacerdote, é aquela de “Maria Mãe do Sacerdote”, devoção que Pe. Venturini foi inspirado a estudar e difundir na sua Congregação e entre o clero. Esta nasceu como uma flor espontânea e natural no coração do Padre apaixonado pelo Sacerdócio; foi a sua particularidade enquanto apóstolo dos sacerdotes; foi, sobretudo, o sustento no seu caminho de perfeição sacerdotal e religiosa.

Desde o seminário de Pádua, o Padre conheceu a devoção a Maria Santíssima invocada como “Virgo Sacerdos”(Virgem Sacerdote), e a praticou, Sobretudo nos seus trabalhos pela Obra, seguiu com muita atenção esta devoção à “Virgo Sacerdos”, depois criticada pelos fáceis desvios de fiéis pouco instruídos na teologia. É notório que algumas chamadas de atenção da Santa Sé puseram fim à discussão. Foi recomendada a precisão doutrinal a quem quisesse honrar a “Virgo Sacerdos”.

O Padre, preparando a sua Obra e as devoções características que teriam os seus Filhos, não podia não pensar em Nossa Senhora. Em 1923, teve a feliz inspiração de honrá-la com o belo título de “Mãe do Sacerdote”.

Preocupou-se logo pela doutrina que devia fortalecer tal devoção. Em 1924, depois de longas considerações feitas com Pe. Petazzi, a apresentou ao clero como segura na sua doutrina e eficaz na sua prática. O pensamento fundamental de tal devoção é:

“ Maria Santíssima se pode honrar com o título de Mãe do Sacerdote, porque é Mãe de Jesus, o qual, no seu seio virginal, foi consagrado sacerdote por meio da união hipostática. Sendo um só o sacerdócio de Jesus, Maria Santíssima pode ser chamada de Mãe também por aqueles que participam do mesmo Sacerdócio.”

O Padre destacava, de modo particular, quatro momentos nos quais podemos contemplá-la Mãe do Sacerdote: no mistério da encarnação do Verbo; sobre o Calvário, unida à Vítima Divina; no ato de receber o Apóstolo João como filho; no Cenáculo, onde se apresenta Mestra e Mãe dos apóstolos.

No arco triunfal da igreja erigida em Trento por Pe. Venturini, há um tríptico que ilustra bastante bem a missão da Mãe do Sacerdote.

A devoção a Maria, Mãe do Sacerdote cresceu com o afirmar-se da Congregação Sacerdotal, especialmente quando o Padre iniciou o seu apostolado entre o clero. Imprimiu uma breve oração a Nossa Senhora, com a qual se recomendava todos os sacerdotes nas suas múltiplas necessidades. Na sua pregação, ficava contente por tornar conhecida Nossa Senhora como Mãe dos Sacerdotes. Tinha feito disso um voto específico.

No dia 21 de novembro de 1934, após um forte ataque de laringite que podia trazer perigosas conseqüências, fez voto de falar de Nossa Senhora em toda pregação. Foi fiel à promessa. Nos seus cursos de Retiros não podia faltar a pregação sobre Nossa Senhora.

Ele garantia que a pregação sobre Maria “Mater Sacerdotis” tinha sido tantas e tantas vezes a bela surpresa dos participantes do retiro. Tinha visto muitos deles chorarem.

Todos em Casa conheciam o grande amor do Padre para com Nossa Senhora, o seu interesse por tudo aquilo que pudesse aumentar a devoção a ela, o seu prazer em participar das manifestações marianas.

Para ele foi uma grande alegria quando encontrou, na Exortação ao Clero “Menti nostrae” de Pio XII, recomendada a devoção à Maria, Mãe do Sacerdote. “Dirigi confiante – escrevia o Pontífice – os olhos e o espírito Àquela que é Mãe do Eterno Sacerdote e é, por isso, Mãe de todos os sacerdotes católicos”.

Nos seus últimos anos o Padre constatou com prazer que aumentava sempre mais o número de escritores ascéticos que tratavam de Maria, Mãe do Sacerdote.

Ele quis, também, que na sua Congregação se tivesse particular veneração a São João Evangelista, modelo dos amigos íntimos de Jesus. Exaltava a sua virgindade e o ardente amor por Jesus e por Maria. Santa ambição para si, e seu voto para os amigos sacerdotes, era fazer aqui na terra às vezes de São João junto aos Corações de Jesus e de Maria.